quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Talvez


Talvez

Não sei se ainda sou o que fui
Sonhando amor em teus braços,
Sentindo toda paixão que flui
Das tuas mãos ao meu encalço.

Não sei se o mel da minha boca
Ainda adoça tua língua de desejo
E afasta essa nostalgia quase louca
Da nossa saliva tesa e sem pejo.

O que sei é que respiro em ti
Todo amor que puder viver,
Aquele que um dia não resisti

Num tremor de arrepio e querer
Em teu peito, quando me despi,
Para amar-te com todo meu prazer.

Vilma Orzari Piva
Direitos Autorais Reservados ®

 Ilustração / Imagem Pinterest


8 comentários:

  1. Querida amiga Vilma,
    Meus alunos de filosofia frequentemente me perguntam quantos "eus" existem dentro de cada um de nós. No teu caso, querida amiga, a nostalgia e o afeto presentes em teus poemas, fazem de ti o "eu lírico" que reflete sobre os sentimentos do passado e do presente.
    O amor, as paixões, a memória e a passagem do tempo moldam nossos sentimentos, mas, não determinam quem somos, pois, estamos em um estado de perpétua autoconstrução.
    Um beijo!!!

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    1. Querido amigo Douglas,
      Sempre pertinentes suas considerações, pois, realmente estamos em permanente construção. Eu costumo dizer que sou eterna aprendiz da vida, da poesia e dos sentires.
      Obrigada pelo carinho e gentil comentário.
      Tenha um final de semana maravilhoso!
      Beijos!

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  2. Qué manera más bonita de amar y de versar, VILMA, preciosos versos.

    Un placer leerte.

    Besos.

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    1. Gracias, Maria, pela visita e carinhoso comentário.
      Fico contente que tenhas apreciado meus versos.
      Tenhas um feliz domingo.
      Beijos!

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  3. Belo! Arrebatador!... Senti cada palavra escorrendo lentamente sobre a pele
    em doces sensações... um fogo que aede sem se ver, um prazer que que geme
    entre as chamas...

    Beijos...

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    1. Obrigada, querido amigo poeta,
      creio que a poesia fica na pele quando se lê com grande sensibilidade.
      Que maravilha ter um leitor como tu.
      Tenhas um feliz domingo.
      Beijos

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  4. Boa tarde Vilma
    Este Soneto fala de um amor intenso, marcado pela saudade, pelo desejo e pela dúvida.
    Recorda uma paixão vivida com entrega e emoção, perguntando-se se esse sentimento ainda permanece no outro.
    É um poema delicado e sensual, onde passado e presente se encontram através da memória, do corpo e do desejo de voltar a amar.
    Um belo retrato de um amor que, apesar do tempo e da nostalgia, continua vivo no coração.
    Gostei!
    Bom Domingo.
    Beijo.
    :)

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  5. Um soneto de amor despido de preconceitos mas vestido de talento.
    Excelente, minha amiga, gostei muito das suas palavras.
    Tenha uma ótima semana.
    Beijos.

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Obrigada pelo carinho da sua leitura e comentário!