Talvez
Não sei se ainda sou o que fui
Sonhando amor em teus braços,
Sentindo toda paixão que flui
Das tuas mãos ao meu encalço.
Não sei se o mel da minha boca
Ainda adoça tua língua de desejo
E afasta essa nostalgia quase louca
Da nossa saliva tesa e sem pejo.
O que sei é que respiro em ti
Todo amor que puder viver,
Aquele que um dia não resisti
Num tremor de arrepio e querer
Em teu peito, quando me despi,
Para amar-te com todo meu prazer.
Vilma Orzari Piva
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Querida amiga Vilma,
ResponderExcluirMeus alunos de filosofia frequentemente me perguntam quantos "eus" existem dentro de cada um de nós. No teu caso, querida amiga, a nostalgia e o afeto presentes em teus poemas, fazem de ti o "eu lírico" que reflete sobre os sentimentos do passado e do presente.
O amor, as paixões, a memória e a passagem do tempo moldam nossos sentimentos, mas, não determinam quem somos, pois, estamos em um estado de perpétua autoconstrução.
Um beijo!!!
Querido amigo Douglas,
ExcluirSempre pertinentes suas considerações, pois, realmente estamos em permanente construção. Eu costumo dizer que sou eterna aprendiz da vida, da poesia e dos sentires.
Obrigada pelo carinho e gentil comentário.
Tenha um final de semana maravilhoso!
Beijos!
Qué manera más bonita de amar y de versar, VILMA, preciosos versos.
ResponderExcluirUn placer leerte.
Besos.
Gracias, Maria, pela visita e carinhoso comentário.
ExcluirFico contente que tenhas apreciado meus versos.
Tenhas um feliz domingo.
Beijos!
Belo! Arrebatador!... Senti cada palavra escorrendo lentamente sobre a pele
ResponderExcluirem doces sensações... um fogo que aede sem se ver, um prazer que que geme
entre as chamas...
Beijos...
Obrigada, querido amigo poeta,
Excluircreio que a poesia fica na pele quando se lê com grande sensibilidade.
Que maravilha ter um leitor como tu.
Tenhas um feliz domingo.
Beijos
Boa tarde Vilma
ResponderExcluirEste Soneto fala de um amor intenso, marcado pela saudade, pelo desejo e pela dúvida.
Recorda uma paixão vivida com entrega e emoção, perguntando-se se esse sentimento ainda permanece no outro.
É um poema delicado e sensual, onde passado e presente se encontram através da memória, do corpo e do desejo de voltar a amar.
Um belo retrato de um amor que, apesar do tempo e da nostalgia, continua vivo no coração.
Gostei!
Bom Domingo.
Beijo.
:)
Um soneto de amor despido de preconceitos mas vestido de talento.
ResponderExcluirExcelente, minha amiga, gostei muito das suas palavras.
Tenha uma ótima semana.
Beijos.