Fronteira
Cá estou na fronteira de um bem querer
diante das tentativas poéticas dos versos
espelhando -me impressões a discorrer
à sombra do meu eu quase submerso.
E respiro profundamente essa tua voz
que sabe me encontrar entre sombras,
luzes, sonhos, desejos marcados em nós
para retornar as quimeras das penumbras.
Sinto um rumor de auroras pressentidas
que devolvem ao peito o fulgor do recomeço,
como flores tardias após noites perdidas.
Pois teu nome ainda vibra no fundo do meu ser,
como um canto nas dobras da madrugada
ressoando em versos o que não mais quero deter.
E se caminho entre abismos por ti
é porque o amor é a chama que me aquece.
Vilma Orzari Piva
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.Ilustração /Imagem Pinterest










