Fragmentos de Mim
Sem você não sou mais a mesma...
Nada me abraça quando a dor não dorme,
e reviro-me em questões que não sei responder
sobre o tempo, sobre o amor ou sobre sonhos.
E o silêncio respira insistentemente o teu nome,
enquanto nas paredes dançam sombras passadas
que hoje me ignoram como roteiro de filme antigo.
Sem você não sou mais a mesma...
Meus motivos se dissolvem nas incertezas do que sei,
e a solidão insiste em me seguir, sombreando-me
entre claros e escuros, num rito de aproximação.
Nada reluz quando a dor da ausência não passa;
fico opaca, fragmentada, tateando ao vento
vestígios do que ainda arde em nossos silêncios.
Sem você não sou mais a mesma...
— desaprendi de mim no instante em que partiste.
Vilma Orzari Piva
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