Lá fora, a chuva deságua pingos de dor
sobre os quietos telhados da escuridão,
lavando a noite sem o clarão da lua.
Aqui dentro, há um olhar nostálgico ao redor
das gavetas caladas, dos livros fechados,
dos portais silenciosos e cores desbotadas,
Sobre a mesa, um calendário, uma data,
um marco e um nó na minha garganta
segurando lembranças dos dias felizes.
E deixo que a chuva me atravesse por dentro,
desatando o nó que ainda me aperta,
até que o amanhecer me ensine a respirar.
E quando cessarem os ecos no telhado,
restará no ar um silêncio diferente,
onde a saudade já não doa, apenas floresça.
Vilma Orzari Piva
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É belíssimo o teu poema Vilma!
ResponderExcluirUm olhar nostálgico... por vezes humedecido, é belo e cintilante!...
Beijos com carinho.
Gratissima, meu querido amigo Albino,
ResponderExcluirPor fazer companhia aos meus versos.
Obrigada também pela leitura e comentário.
Beijos!
Boa tarde poeta, que sua poesia continue sendo refúgio e encanto. Um bom final de tarde. Bjs de violetas
ResponderExcluirObrigada querida Marli,
Excluirpor me ler na sua sensibilidade.
Gratissima!!
Beijos!