Manobras do Tempo
Vens da realidade para o sonho,
como flecha ao alvo da poesia,
cravar a palavra que proponho
no corpo da noite em sintonia.
Talvez o tempo em suas camadas
tecerá curas ao que ainda sangra,
diante do espelho em chamadas
e dentro de nós, sem zingra.
E tu vens intenso manobrar
minha noite com teu olhar presente,
vigilante, nesse pretexto de amar
E deixo em ti meu gesto a se revelar,
ardendo em lume claro e transparente,
para no amor eternamente habitar.
Vilma Orzari Piva
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