Talvez
Não sei se ainda sou o que fui
Sonhando amor em teus braços,
Sentindo toda paixão que flui
Das tuas mãos ao meu encalço.
Não sei se o mel da minha boca
Ainda adoça tua língua de desejo
E afasta essa nostalgia quase louca
Da nossa saliva tesa e sem pejo.
O que sei é que respiro em ti
Todo amor que puder viver,
Aquele que um dia não resisti
Num tremor de arrepio e querer
Em teu peito, quando me despi,
Para amar-te com todo meu prazer.
Vilma Orzari Piva
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