sábado, 26 de setembro de 2026

Pôr Do Sol



Pôr do Sol

O sol, ao se pôr, incendia o infinito
avermelhando o céu num flagrante
ardoroso, em tom raiado, bonito,
entre o azul e as nuvens delirantes.

E a tarde se acalora entre os mormaços
das ruas, adentrando os vãos das portas,
janelas, paredes e também os terraços
com suas jardineiras de flores abertas.

E o calor dessa tarde, ardente e lento,
vem despertar em mim aquele ardor,
trazendo o teu púrpuro sentimento.

E enquanto o sol se entrega ao meu rubor,
deixo que o desejo, em seu movimento,
me aqueça ao recordar o nosso clamor.

Vilma Orzari Piva
Direitos Autoriais Reservados ®


 Ilustração / Imagem Pinterest

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Perfeição - Haicai


Perfeição

Pura perfeição
só em Deus e numa flor.
Amor Perfeito!


Vilma Orzari Piva
Direitos Autorais Reservados ®


Ilustração /Imagem Pinterest

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Teu Corpo - Rondel XLVIII



 Teu Corpo 
* Rondel XLVIII

Aprendi a tocar teu corpo perfumado
Ao me envolver em teus braços seguros,
Meu porto firme, meu anjo alado,
De traços másculos, homem maduro.

Adoro o vício do teu tórax marcado
Em delírios na pele que inauguro
Teu corpo inteiro em meu beijo molhado
Ao me envolver em teus braços seguros.

És essência do amor. Em ti me aventuro,
Apaixonadamente em teu paraíso revelado
Que me afaga contente, e na tua voz capturo
Delícias ardentes, enquanto nos amamos, e juro:
- Aprendi a tocar teu corpo perfumado!


Vilma Orzari Piva
Direitos Autoriais Reservados ®

*Rondel XLVIII / Releitura da poesia - Tua Anatomia -
Acervo Poético / Ano 2000


 Ilustração / Imagem Pinterest

sábado, 12 de setembro de 2026

Silêncios, para onde eles vão?

Silêncios, para onde eles vão?

Há silêncios que não gostam de movimentos
preferem permanecer quietos, sem ruídos,
tal qual a penumbra da lua em seus lamentos,
eclipsada pelo sol, com seus halos retraídos.

Também há silêncios apegados às leves viagens
nas asas das borboletas que silenciosamente
pousam nos jardins para ver as passagens
das estações, no eclodir de uma semente.

Mas para onde vão os silêncios quando somem,
sem deixar avisos e sem qualquer barulho,
ganham distâncias e mansamente fogem
sem cortes, no pensamento em que mergulho?

Talvez eles saibam que não há como deter
a vontade de dizer o que se instala na emoção,
por isso se alojam ou se diluem pelo éter,
buscando silenciar sua própria razão.

Vilma Orzari Piva
Direitos Autorais Reservados ®

Ilustração / Imagem Pinterest


quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Chuva de Poésis



Chuva de Poésis

A chuva que caia nas calçadas do dia
Também molhava meu rosto na janela
Como se fora tempestade de poesia
Sonhando com tua poésis sentinela.

Minhas mãos tremiam a cada clarão
Que do céu descia rasgando sombras
De solidão e quietudes em pura alusão
À nostalgia do poeta e suas penumbras.

E enquanto as águas lavavam incertezas
Em meio às dobras dos medos de amar
Vou seguir como essa chuva de proezas

Gota à gota, esse meu chão fertilizar
Com vida, amor próprio e inteirezas,
Mãos firmes na coragem de recomeçar.

Vilma Orzari Piva
Direitos Autorais Reservados ®

Ilustração / Imagem Pinterest


Em tempo:

Poésis: sugere o ato de criar, de fazer nascer, de transformar experiência em linguagem.

— talvez por isso a palavra Poésis me leva para as “amplitudes da poesia”.