sexta-feira, 1 de maio de 2026

Meu Abrigo


Meu Abrigo 

Tu és a luz que sonhei em meu caminho
o pedaço da ternura do meu mais doce desejo
e o encanto de um dia ensolarado, inteirinho
como fosse um brinde ao dia em que te vejo.

Assim levo-te comigo entre a paixão e o amor,
entre as salivas das palavras que umedecem meus lábios
ao sabor da fruta madura que me ofereceste na dor
de um adeus incontrolável a molhar meus cílios.

Talvez o vento mude a direção e uma porta se abrirá,
embora  tarde, haverá tempo para que fiques sem alardes
somente ouvindo o teu coração e no que ele te dirá.

E se em nós ainda houver abrigo para o que fomos,
será no silêncio que o amor há de nos querer enfim,
como quem volta sem pressa ao lugar de onde partimos.

Vilma Orzari Piva
Direitos Autoriais Reservados ®


.Ilustração /Imagem Pinterest

4 comentários:

  1. Querida amiga Vilma,
    Quando encontramos certeza, constância, apoio, opiniões sensatas e uma mão estendida (no outro), encontramos abrigo, não um esconderijo.
    Mais um lindo poema.
    Feliz início de maio.
    Beijos!!!

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    1. Querido amigo Douglas,
      Sim, é um tudo que se espera para se ter um perfeito abrigo.
      Grata pela leitura na tua sensibilidade.
      Que teus dias sejam repletos de boas companhias e inspirações.
      Beijos!

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  2. Haverá sempre um colo doce onde nos recolhemos querida amiga!
    Um refúgio para conforto, um carinhoso afago para nos compensar dos dias calcinados!...
    Muito belo o teu poema Vilma.
    Um beijo.

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    1. Querido amigo Albino,
      Por vezes a poesia é um colo doce e também um bom refugio e conforto.
      Gratissima pela leitura na sua sensibilidade.
      Tenha dias lindos e inspiradores.
      Beijos!

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Obrigada pelo carinho da sua leitura e comentário!