Chuva de Poésis
A chuva que caia nas calçadas do dia
Também molhava meu rosto na janela
Como se fora tempestade de poesia
Sonhando com tua poésis sentinela.
Minhas mãos tremiam a cada clarão
Que do céu descia rasgando sombras
De solidão e quietudes em pura alusão
À nostalgia do poeta e suas penumbras.
E enquanto as águas lavavam incertezas
Em meio às dobras dos medos de amar
Vou seguir como essa chuva de proezas
Gota à gota, esse meu chão fertilizar
Com vida, amor próprio e inteirezas,
Mãos firmes na coragem de recomeçar.
Vilma Orzari Piva
Direitos Autorais Reservados ®
Ilustração / Imagem Pinterest
Em tempo:
Poésis: sugere o ato de criar, de fazer nascer, de transformar experiência em linguagem — talvez porisso a palavra poésis me leva as “amplitudes da poesia”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigada pelo carinho da sua leitura e comentário!