quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Chuva de Poésis



Chuva de Poésis

A chuva que caia nas calçadas do dia
Também molhava meu rosto na janela
Como se fora tempestade de poesia
Sonhando com tua poésis sentinela.

Minhas mãos tremiam a cada clarão
Que do céu descia rasgando sombras
De solidão e quietudes em pura alusão
À nostalgia do poeta e suas penumbras.

E enquanto as águas lavavam incertezas
Em meio às dobras dos medos de amar
Vou seguir como essa chuva de proezas

Gota à gota, esse meu chão fertilizar
Com vida, amor próprio e inteirezas,
Mãos firmes na coragem de recomeçar.

Vilma Orzari Piva
Direitos Autorais Reservados ®

Ilustração / Imagem Pinterest


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Poésis: sugere o ato de criar, de fazer nascer, de transformar experiência em linguagem — talvez porisso a palavra poésis me leva as “amplitudes da poesia”.