terça-feira, 28 de julho de 2026

A Linguagem da Ausência

A Linguagem da Ausência

A noite chegou silente, encobrindo o dia
que  mansamente se despedia do sol;
Aos poucos uma estrela nascia radiosa
com seu raio de luz, tal e qual um farol.

A lua, senhora de fases, surgia crescente
na noite já salpicada de algumas estrelas
e no infinito iluminado  tudo era silencio
sem tua voz acordando meu aliciamento.

Talvez eu ainda saiba dizer dessa solidão
olhando a noite calada, desfilando vultos
pelas calçadas, traduzindo o que se cala 
no silêncio da dor pela flecha da distância.

Permaneço imóvel diante da alta noite,
e o tempo atravessa meus pensamentos
como um rio que desconhece o retorno.

Há ausências que aprendem a morar na alma.
Não fazem ruído, caminham ao nosso lado,
com a delicadeza terna das sombras 
e a permanência da lua sobre o horizonte.

Porque és luz discreta, como a das estrelas,
que continua existindo mesmo quando
os olhos já não conseguem alcançá-la.

Vilma Orzari Piva
Direitos Autoriais Reservados ®

 Ilustração / Imagem Pinterest

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