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sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Entre o Pranto e o Amor




Entre o Pranto e o Amor

O tempo voou rasgando caminhos inesperados
Nas rotas do destino sob o céu de uma tarde.
Trazia uma lâmina para um coração desavisado
E a tristeza de um pesar sem grande alarde.

E entre as sombras da breve cumplicidade,
Foram-se sonhos que os ventos levaram
Deixando eternas pegadas de saudade,
Das passagens que nunca mais voltaram.

E o peito ferido contando minutos, dias,
Horas, entre momentos claros e escuros,
Gritou sua dor, sangrando em poesias
As cores da ausência de um amor tão puro.

Assim o tempo, cruel e ao mesmo tempo terno,
Tornou-se trajetória de um destino a se recompor.
E nas sendas da vida em seu ciclo eterno,
Impõe-me caminhos entre o pranto e o amor.

Vilma Orzari Piva
Direitos Autorais Reservados ®


Ilustração / Imagem Pinterest

6 comentários:

  1. Entre o pranto e o amor num belo poema Vilma.
    Os dias se arrastam e as noites afundam, o pranto escondido num riso.
    O vazio assola e a poesia vem como o acalanto.
    Bom domingo de feliz semana amiga.
    Bjs de paz.

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    1. Olá Toninho, querido poeta,
      Gratissima pelas considerações e é bem assim os dias quando ficamos de coração apertado pela saudade.
      E a poesia é nossa boa parceira de sempre.
      Tenha uma ótima semana.
      Beijos!!

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  2. Minha querida poeta e amiga Vilma,
    Como diz um de meus aforismos:

    "O amor às vezes é uma ferida indolor e ao mesmo tempo é uma carícia dolorosa!"

    Amamos porque a humanidade precisa deste sentimento que alimenta nossa esperança.
    Acho que quando algumas palavras de amor são tatuadas no papel, a tinta geralmente é feita de lágrimas e sangue.
    Beijos e boa semana!!!

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    1. Olá querido amigo Douglas,
      Bem sabe dizer desse sentimento que alcança nossa alma entre lágrimas e que nem sempre é possível descrever pois sofremos em dobro.
      Seguimos a cada dia nos recompondo dos degraus que passamos....
      Tenha uma ótima semana.
      Beijos!

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  3. Belissimo o teu poema Vilma!
    "Entre o pranto e o amor"... este título eu diria que é um delicioso epigrama!
    Na verdade, não há amor sem sofrimento. Quem ama sabe que existe em algum momento um pouco de inquietação ou sofrimento. E muitas vezes essa circunstância se torna verdadeiramente fundamental para que o amor se fortaleça!
    Como sempre, é muito belo o teu poema Vilma!

    Beijos e abraços.

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    1. Grata, querido poeta Albino,
      Sim, e bem sabemos que amor impõe caminhos nem sempre tão fáceis para se prosseguir .
      É sempre um prazer receber tua visita e considerações.
      Boa semana!!
      Beijos

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