
Prosa - Meu Eu Poético
Sou uma voz que floresce entre as estações, uma artesã de memórias e perfumes, moldando sentimentos em versos que encontro no silêncio, e no meu próprio eco. Desde minhas primeiras linhas, eu soube que a poesia seria o terreno onde minhas raízes se aprofundariam e minhas pétalas se revelariam — algumas breves, outras intensas, todas verdadeiras.
Sou feita de delicadezas, que não temem a força, de saudades que não murcham, de sentimentos que atravessam distâncias. Trago na escrita o gesto de quem colhe o que sente: uma emoção que amadurece, uma lembrança que insiste, uma descoberta que ilumina o cotidiano.
Meu eu poético floresce mesmo em outonos. Carrego a sensibilidade de uma flor que se inclina para o mundo, não para fugir, mas para melhor enxergar. Sou rosa, dália, camélia — e também sou hortênsia multiplicada, reinventada, sempre buscando novas cores para antigos sentimentos.
E assim escrevo, porque é assim que respiro. Porque na poesia encontro abrigo, verdade e espelho. Sou a poeta que celebra o instante da inspiração e que acolhe a brevidade, que escuta os sussurros da vida, da sensualidade, do amor e da paixão e os devolve em forma de verso. E, enquanto houver um coração disposto a ouvir, continuarei a florescer — amorosamente, em todas as minhas formas.
Ilustração/ Imagem Pinterest
Tetyana Erhart Digital Art - Artiste Ukraine
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