RUBRO NÉCTAR
Como um rio rubro que deságua
O néctar do gozo, brindemos
Ao delírio da taça que contém
O licoroso das nossas bocas.
E úmidos, alteados de vontades,
Encorpados do súbito desejo
De tomarem para si num beijo
O expandir das amorosidades.
E provocas-me o leito sensorial
Na rebelião da carne fronteiriça
Que num frêmito inquieto eriça
O prazer do espasmo sensual.
Escorrendo-te líquido nos meus seios
Sem defesas, e por ti aquartelados,
Rendemo-nos gozosos, mesclados
Ao destino das volúpias e meios.
Parte de um todo que arde, estua,
Desesperadamente inundados
Pela lua e sol que enamorados
Transbordam o rubor da carne nua.
Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

Teu poema lembra momentos
ResponderExcluiráureos da poesia:
parnasianismo no bom sentido
simbolismo
e a tua força e personalidade poética
uma poesia erótica
com elevado lirismo das palavras
fazem tua poesia
mui bela
e envolvente
Luiz Alfredo - poeta