sexta-feira, 28 de março de 2014

Eu Amo




EU AMO!

Eu amo teu olhar que tudo muda
Tornando-me amante da tua presença.
Perto de teus olhos, ainda que me iluda,
Amo teu amor, tua lavra e sentença.

Amo tua visão de amor em belezas
Teu jeito de morrer de tanto amor
O homem menino que ama certezas
E destemido é todo clamor.

Eu amo o amor se tu me vês e vens
Falar coisas do coração em juras
Repartir esse amor que só tu tens.

Encantas-me terna, tua criatura,
Em doçuras de amor tu me obténs
Apaixonada em eterna fissura.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Bagagem




Bagagem

Para onde vou levo comigo
Jardins de azáleas e  roseirais
Florescidos no  meu abrigo
Ao lado das folhagens e coqueirais.

Levo também canários da terra,
Cantos de coleiros e seus ninhos,
O revôo da saíra que descerra
O entardecer no meu caminho.

Um buquê de flores branquinhas,
Cestos de frutos, maduros desejos,
E um pomar de amoras docinhas.

Levo o coração de amor e beijos,
Relâmpagos de lágrimas sozinhas
E o ritmo da chuva em harpejos.

Para onde vou levo minhas dores,
Minhas alegrias, lembranças multicores,
E gratidão todas as manhãs desse  meu  viver !!


Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Amanhecer




AMANHECER

Calmamente, por sobre a sombra da noite,
clareia o dia com o despertar da aurora
denunciando  os primeiros aromas
de flores e frutos da natureza
que tão cedo buscam minha janela.

Acordo! Há perfumes no ar,
cantos de pássaros  
e um sol prazenteiro no quintal
anunciando o dia
que ainda agora veio se instalar
atento, bem humorado
junto dos meus passos
e das vozes na calçada
por onde passarei deixando no ar
um rastro de mil flores.

Vilma Piva
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Desbotados



DESBOTADOS

De repente,
subiu aos olhos uma lágrima
trazida pelo vento da saudade,
 enquanto ali à espreita,
estava um olhar descuidado
olhando o mar azul agigantado
tentando descolorir ondas
que não mais se pode ter....

E por alguns momentos 
misturaram-se águas 
chorosas de desbotados mares .


Vilma Piva
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domingo, 19 de janeiro de 2014

(Des)Encontro




                                                                      Obra- Antonio Curneta


(DES)ENCONTRO 

Ah...às vezes chego cedo demais
Outras vezes chego muito tarde.
Não sei se meu tempo é escasso,
Ou se me sobra, porisso me prende.

Assim eu vou nesse desassossego
Procurar tranquilidade na  luz
Onde a poesia te fez deus grego
E para teus braços ela me induz:

Tua companheira,  sacerdotisa,
Teu resgate na pressa da solidão,
Rebeldia junto de tuas camisas.

À qualquer hora, e  já de antemão
Tu és encontro e profetizas: 
Somos corações em transmutação!

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Cântico da Lira



 CÂNTICO DA LIRA

Todo poema começa pela manhã,
Ao nascer do sol, sobre os canteiros
De flores que se colorem à luz terçã
Na lira de nossos olhos jardineiros.

Mistura-se ao dia em novos passos
De uma incansável esperança
Semeando verdes traços em versos
Brotados no amor, nossa herança.

Atravessa um arco de palavras,
Toma corpo, alma e coração,
Estende-nos canções em lavras

E elevam-se às alturas da paixão
Quando a noite perfumada nos trás
Luas cantantes em nossas mãos.


Vilma Piva
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Canta Poeta !

Tela - Irina Vitalievna Karkabi

CANTA POETA!

Canta Poeta, espanta os males,
Os teus temores, os dissabores.
És corcel cavalgando os vales
A paz nascida perante amores.

És antídoto e doce veneno
O grito de morte e de vida
O sonho e o real prazer terreno
A voz que ecoa feliz, dividida.

Canta poeta, luta teu combate
Faça das palavras tua bandeira
Cante alto e forte, retrate

O amor na manhã alvissareira
O beijo na boca escarlate
E toda saudade cerzideira.

Encanta poeta com teu canto.
Vaga a musa com teu acalanto.


Vilma Piva
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Gavetas




 GAVETAS

Nas gavetas há alguns papéis
remexidos, impacientes,
querendo quebrar o silencio
guardado pelas fechaduras.

Nelas, as palavras incompletas
estão truncadas pelo sentido
compreensível da espera
ensinado pelo tempo professor.

Também há um quê de saudade,
um cheiro amadeirado
e uma flor azul, sonhadora,
entre ventos de felicidades.

Há um pedaço de papel areia,
um sol no horizonte dourado,
um recorte da palavra Amor
e uma pergunta desenhada:

- Porque o mar não passa por aqui?



Vilma Piva
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sábado, 4 de janeiro de 2014

Praia



Na praia o mar
lava corpo e alma,
ondeia todo amar.

*
O sol dourado
e o vento da tardinha
enamorados.

*
Os passos na areia
marcam a caminhada_
Saudade pranteia.

*

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ® 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Depois da Chuva



Depois da Chuva

Depois que a chuva caiu
não  se vislumbrou
o  arco-íris no céu
e o sol teve que se render
para silenciosamente
se pôr sem a alegria
de ver belos horizontes!


Vilma Piva
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