QUEM ME DERA!
Quem me dera poder dizer: Nasci!
Se no ventre da ausência fui gerada
para ser filha da solidão conspirada,
se de crescente nada me vesti!
Quem me dera poder dizer: Vivi!
Se a vida passou por mim calada
para que eu fosse muda, e apagada
das estradas por onde me perdi!
Quem me dera poder dizer: Senti!
Se por amor eu nunca fui amada,
se desamada e só sempre me vi!
Quem me dera poder dizer mais nada!
Deixar escrito, apenas, que morri
com meus desejos, pela madrugada!
-Dueto-
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