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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Seresta


SERESTA

A poesia traz o canto

em acordes de serenata,

e em ti vejo a lua prata

em tempos de encanto.

 
Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

domingo, 29 de maio de 2011

Matizes da Lua


MATIZES DA LUA

No canto do teu olhar onde prateias
Tantos sonhos deixados à caminho,
Há cores tão vivas que a lua clareia
Esse noturno de céu azul marinho.

Matizas de carícias mãos e amores
No reflexo de um sorriso benfazejo,
Deixando um suspiro entre as flores
A espelhar-te na doçura de um beijo.

E a cada vez que minha íris te alveja,
Vais seduzindo meu olhar por tuas ruas;
Transluz meu sonho em crescentes luas,

Eivadas sedas onde quer que estejas,
Encontro teu peito, me compactuas
Louca, em tua boca e me desjejuas!


Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

domingo, 22 de maio de 2011

Brasa do Lume


BRASA DO LUME
- Rondel XIX -

No teu peito meu beijo geme
Em doces  refregos de paixão!
Retém minha boca que treme,
Gritando lavas em erupção.

Brada o vigor que não teme
Entre lábios a inquietação...
No teu peito meu beijo geme
Em doces refregos de paixão!

Clama a vida tal um vulcão
Onde tu és a brasa do lume,
Entrepernas todo explosão,
De amor e dor sem queixume,
Em doces refregos de paixão!

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Lua Cor de Rosa




LUA COR DE ROSA

Descia a noite em teu olhar noturno,
Telúrico aos piscares das estrelas
Que levantei meus olhos para vê-las
Entre os brilhos dos anéis de saturno.

Do céu, uma lua cor de rosa, toda prosa,
Cismava com a face da rua tão brilhante
Ao estender teu abraço e beijo amante
No mel da boca daquela noite calorosa.

Exultei em ti, translúcida em carícias,
De ombros nus num vestido de renda,
Acinturada em ti em cósmica oferenda
Senti a noite estender-me em delícias.

E contigo estive sidéria por nosso chão
Bailando visceral na canção das aragens,
Beijo à beijo, compassando passagens,
Nas barras amantíssimas do teu coração.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Te Amo


TE AMO

Fique assim, amor, fique assim,
com esse intuito dentro do peito
ao avivar minha voz em teu leito
pois fora de ti não existe jasmim.

Fique assim, amor, fique assim,
de olhos vendados à verdade atroz,
sem ter pressa de me fazer veloz,
expulsa, perecível, dentro de mim.

Fique aconchegado, assim, em mim,
porque te amo desse jeito insensato:
tanto, tanto, que traz sentido ao tato
e à boca, infindáveis carícias sem fim.

Assim, por cima das horas dos meus seios,
em nítida cadência respirando o mesmo ar;
exatos, homem e mulher por tanto amar,
cingidos de paixão em vozes de gorjeios.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sábado, 14 de maio de 2011

O Poeta e a Musa


O POETA E A MUSA

Nada mais, nada menos, que a pura essência
Do humano amor te ofertará a musa da poesia,
E mudará a sorte dos teus braços na evidência
Dos ecos vindos dos portais das rubras energias.

Descortinará do céu bela carruagem de fogo
Trazendo chamas em cavalgadas de desejos;
E na ponta da língua que lambe beijo e rogo
Os delírios incendiários de amor e ensejos.

O Olimpo de ti emprestará teu rosto de poeta
E te descobrirá num sorriso azul de grão mestre,
Nos mistérios da vida, sem precisar jogos de roleta,
Para encontrar respostas nos paraísos terrestres.

E quando menos se espera, tu, Ó Deus da Poesia,
Abraçará a musa, pois o destino chega agitando
A vida liberta para o canto fundindo dor e encanto.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ocaso

Obra de Vladimir Volegov


OCASO

Era dia de sossego e quietação
Vindos do silencio amarelado
Naquela tarde de prostração
Morosa, lentamente outonado.

Era fim de tarde e o sol tímido
Daquele dia buscou descanso
Nas árvores de frutos túmidos,
Maduros, à beira do remanso.

Era dia de pausar luminosidades
E perceber minúcias na natureza
Com olhos de meras ociosidades
Contemplando tempos e belezas.

Fez-se esplendorosa a cálida palidez
Ao subir lânguida sobre meus pés
Como se o ocaso e a timidez
Fossem termos de silêncios em meu revés.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Recortes de Amor


RECORTES DE AMOR

Não sei que íntimo anseio me acode
Nessas duas gotas de poesia ao vento,
Tentando dizer eu te amo, feito ode
De insana paixão pelo firmamento.

Não sei que paladar fugaz me acode
Quando teu gesto vem me denunciar
No gosto da tua boca e me eclode
Uva em vinho na taça a me entornar.

Não sei se o desejo que me acode
Faz chover nuvens de chuva fina,
Se te sei dourado sol que explode
Dia e noite nos meus pés de bailarina.

Não sei qual giz acode meu redesenhar,
Se em giros, volteios na minha cintura,
Feito dança latente dos pares a bailar
Recortes de amor em poesia pura.

Mas o que bem sei é desse fascínio,
Livre, como nunca fui em teus braços,
Num tanto de emoção sem domínio
Levitando-me iludida em teus passos.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sábado, 7 de maio de 2011

Coração de Amor


CORAÇÃO DE AMOR

Não contarei minhas dores
nem direi meus porquês
só sei dizer que certa vez
vi meu coração em sofreres.

E nada é mais amoral que essa dor
sentida no vazio de uma ausência
a corroer a ferida em permanência
sem unguentos para o dissabor.

Mas um coração de amor não se cala,
ainda que triste, na fossa por morrer,
bate sofrendo, procurando viver
pequenas alegrias e o tempo o reinstala.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Aurora Aromada


AURORA AROMADA

O dia claro que ensolarou meu rosto
Sobre o travesseiro da melancolia,
Acordou-me com teus beijos de bom-dia
Cristalizando doçuras de amor recomposto.

E ventou horas a pretexto do nosso gosto
Dando-me asas de papel para ir ao infinito
Devolvendo-nos pousos livres de conflitos
No saboroso do nosso amor transposto.

Eu em ti, tu em mim, amor dileto,
Permanecido nos adentros do coração,
Tentas-me agora, divinizar essa paixão
Onde a lembrança ama-me em secreto...

Talvez por descobrir que meu desejo
Renasce da nostalgia das luzes encobertas,
Sonhando-te outra vez nas noites despertas
Entre as carícias dos lençóis que o antevejo:

Flanando sobre minha pele urdida de saudade
De teus pousos nos meus seios, entre meus braços,
Sabendo-me vendaval nas sendas dos teus abraços,
Amando-te aromada de auroras em claridades.

E teu cheiro amadeirado nas manhãs orvalhadas
Misturam-se ao perfume florido da primavera
E tudo se encorpa num gesto que me mantivera
Cativa, remexida em teu peito e num beijo ressurgida.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

domingo, 1 de maio de 2011

Ao Tempo De Uma Rosa



AO TEMPO DE UMA ROSA

Ao tempo de uma rosa
cabe uma vida, um amor,
um presente ou uma dor,
ou esperas cor de rosa.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®