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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ponto e Contraponto



PONTO E CONTRAPONTO
 - Completudes -

Pintado em papel branco o ponto preto
Tingiu-se à nanquim um beco escuro.
Um ponto sem luz, barreira e muro,
Deixado ali sem qualquer amuleto.

Mal sabia o ponto, tampouco seu tinteiro
Que um pingo no branco era letra
E que o seu relevo ao papel impetra
Absorção líquida de um todo inteiro.

Ponto e contraponto, contraste e harmonia,
Completudes - superfície e profundidade -
Sinergia de opostos para mesma unidade:
Branco e preto atraídos ao fixo da magia.

E viu-se impresso totalidades de uma gota
Na pena em movimento apontando direções
Entre matérias, sentimentos e dimensões,
Resplandecendo poesias que à luz exorta.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

2 comentários:

  1. Vilma, teu blog é lindo e teus escritos são de alto nível!
    Parabéns!
    Beijos.

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  2. Seja bem-vinda!
    Seu blog é encantador, belíssimas poesias.

    Já estou por aqui!

    Bjos

    ResponderExcluir

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