sábado, 12 de setembro de 2026

Silêncios, para onde eles vão?

Silêncios, para onde eles vão?

Há silêncios que não gostam de movimentos
preferem permanecer quietos, sem ruídos,
tal qual a penumbra da lua em seus lamentos,
eclipsada pelo sol, com seus halos retraídos.

Também há silêncios apegados às leves viagens
nas asas das borboletas que silenciosamente
pousam nos jardins para ver as passagens
das estações, no eclodir de uma semente.

Mas para onde vão os silêncios quando somem,
sem deixar avisos e sem qualquer barulho,
ganham distâncias e mansamente fogem
sem cortes, no pensamento em que mergulho?

Talvez eles saibam que não há como deter
a vontade de dizer o que se instala na emoção,
por isso se alojam ou se diluem pelo éter,
buscando silenciar sua própria razão.

Vilma Orzari Piva
Direitos Autorais Reservados ®

Ilustração / Imagem Pinterest


6 comentários:

  1. Qualquer ação ou mudança pode perturbar a nossa paz ou arruinar as coisas que mais prezamos, e, entre essas coisas, está a nossa paz de espírito.
    Saúde a você — Drª. Jéssica Mayra

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  2. Boa tarde, querida Dra. Jéssica ,
    Sem dúvida, que a melhor coisa é falar, expôr nossas vontades e emoções.
    Bela mensagem vc nos deixa em seu comentário.
    Obrigada pela presença e leitura
    Tenha um ótimo domingo
    Beijos!

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  3. Minha amiga Vilma,
    O silêncio vai para o mesmo lugar onde residem as palavras que retivemos por medo, ou os segredos que jamais ousamos pronunciar.
    Quando o silêncio se dissipa sem aviso, geralmente abre espaço para algo que precisava nascer. Ele se transforma em um fluxo de pensamentos, no eco de uma lembrança ou no som de uma nova conversa. O silêncio não deixa rastros, pois, sua própria natureza não é ocupar espaço no mundo físico, mas, apenas no espaço daquilo que sentimos.
    Belos versos!
    Beijos querida poeta!!!

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    1. Meu querido amigo Douglas,
      O silencio realmente ocupa espaços no sentir de cada pessoa, e na poesia ele nos revela um mundo dentro nós.Quando há um silencio, há reflexões, questionamentos que procuramos entender ou até nos compreender.
      O silêncio na poesia é pausa fértil onde a palavra se forma, respira e ganha sentido profundo. E o silencio quando some, dá vazão as emoções.
      Douglas, querido amigo, agradeço seu maravilhoso comentário, e você sempre dedicando um pouco do seu tempo para leituras aos meus poemas.
      Tenha uma feliz semana.
      Beijos!

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  4. Olá Vilma,
    Os silêncios podem ter inúmeros sons, desde nada até ruído...
    Gostei imenso do seu poema, é excelente.
    Boa semana minha querida amiga.
    Beijos.

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    1. Olá Poeta Jaime,
      Fico muito feliz e grata por ter apreciado meus versos.
      Obrigada pelo carinho e gentil comentário.
      Tenha um feliz semana querido amigo,
      Beijos!

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Obrigada pelo carinho da sua leitura e comentário!