quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Chuva de Poésis



Chuva de Poésis

A chuva que caia nas calçadas do dia
Também molhava meu rosto na janela
Como se fora tempestade de poesia
Sonhando com tua poésis sentinela.

Minhas mãos tremiam a cada clarão
Que do céu descia rasgando sombras
De solidão e quietudes em pura alusão
À nostalgia do poeta e suas penumbras.

E enquanto as águas lavavam incertezas
Em meio às dobras dos medos de amar
Vou seguir como essa chuva de proezas

Gota à gota, esse meu chão fertilizar
Com vida, amor próprio e inteirezas,
Mãos firmes na coragem de recomeçar.

Vilma Orzari Piva
Direitos Autorais Reservados ®

Ilustração / Imagem Pinterest


Em tempo:

Poésis: sugere o ato de criar, de fazer nascer, de transformar experiência em linguagem.

— talvez por isso a palavra Poésis me leva para as “amplitudes da poesia”.


2 comentários:

  1. Querida amiga Vilma,
    Sendo Mestre em Filosofia, primeiramente achei uma grande sacada utilizar o conceito da filosofia grega antiga "Poésis", que significa o ato de criar, fazer ou trazer algo para a existência que antes não existia.
    Seu soneto evoca uma atmosfera densa e melancólica, capturando perfeitamente a sensação de solidão humana diante do poder de uma tempestade. O contraste entre a turbulência externa (relâmpagos no Céu) e a quietude interna (solidão e sombras) funciona de uma maneira verdadeiramente poética.
    Você sabe que sempre leio os teus versos com muito prazer.
    Boa semana!
    Beijos!!!

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    Respostas
    1. Querido amigo Douglas,
      Agradeço o teu olhar de Mestre em Filosofia, dando-nos a dimensão da Poésis em teu belo comentário. Tua leitura muito nos enriquece apontando o contraste externo e interno dos nossos sentires ao alcance da poesia.
      Fico muito feliz que tenhas apreciado o soneto.
      Você é um admirável leitor das minhas poesias.Muito Obrigado.
      Que tua semana seja proveitosa, tranquila e feliz.
      Beijos!

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Obrigada pelo carinho da sua leitura e comentário!