Chuva de Poésis
A chuva que caia nas calçadas do dia
Também molhava meu rosto na janela
Como se fora tempestade de poesia
Sonhando com tua poésis sentinela.
Minhas mãos tremiam a cada clarão
Que do céu descia rasgando sombras
De solidão e quietudes em pura alusão
À nostalgia do poeta e suas penumbras.
E enquanto as águas lavavam incertezas
Em meio às dobras dos medos de amar
Vou seguir como essa chuva de proezas
Gota à gota, esse meu chão fertilizar
Com vida, amor próprio e inteirezas,
Mãos firmes na coragem de recomeçar.
Vilma Orzari Piva
Direitos Autorais Reservados ®
Ilustração / Imagem Pinterest
Em tempo:
Poésis: sugere o ato de criar, de fazer nascer, de transformar experiência em linguagem.
— talvez por isso a palavra Poésis me leva para as “amplitudes da poesia”.

Querida amiga Vilma,
ResponderExcluirSendo Mestre em Filosofia, primeiramente achei uma grande sacada utilizar o conceito da filosofia grega antiga "Poésis", que significa o ato de criar, fazer ou trazer algo para a existência que antes não existia.
Seu soneto evoca uma atmosfera densa e melancólica, capturando perfeitamente a sensação de solidão humana diante do poder de uma tempestade. O contraste entre a turbulência externa (relâmpagos no Céu) e a quietude interna (solidão e sombras) funciona de uma maneira verdadeiramente poética.
Você sabe que sempre leio os teus versos com muito prazer.
Boa semana!
Beijos!!!
Querido amigo Douglas,
ExcluirAgradeço o teu olhar de Mestre em Filosofia, dando-nos a dimensão da Poésis em teu belo comentário. Tua leitura muito nos enriquece apontando o contraste externo e interno dos nossos sentires ao alcance da poesia.
Fico muito feliz que tenhas apreciado o soneto.
Você é um admirável leitor das minhas poesias.Muito Obrigado.
Que tua semana seja proveitosa, tranquila e feliz.
Beijos!