Fragmentos de Mim
Sem você não sou mais a mesma...
Nada me abraça quando a dor não dorme,
e reviro-me em questões que não sei responder
sobre o tempo, sobre o amor ou sobre sonhos.
E o silêncio respira insistentemente o teu nome,
enquanto nas paredes dançam sombras passadas
que hoje me ignoram como roteiro de filme antigo.
Sem você não sou mais a mesma...
Meus motivos se dissolvem nas incertezas do que sei,
e a solidão insiste em me seguir, sombreando-me
entre claros e escuros, num rito de aproximação.
Nada reluz quando a dor da ausência não passa;
fico opaca, fragmentada, tateando ao vento
vestígios do que ainda arde em nossos silêncios.
Sem você não sou mais a mesma...
— desaprendi de mim no instante em que partiste.
Vilma Orzari Piva
Direitos Autoriais Reservados ®
Ilustração /Imagem Pinterest

Boa tarde Vilma
ResponderExcluirO poema constrói, com delicadeza melancólica, um retrato da ausência que desestrutura a identidade.
A repetição do verso-título funciona como âncora emocional, enquanto imagens como o silêncio que “respira” e as sombras que dançam reforçam a sensação de perda e deslocamento interior.
Há uma fluidez intimista que conduz o leitor por um luto silencioso, onde o eu se reconhece fragmentado e em suspenso.
Gostei muito.
Tenha um bom fim-de-semana.
Deixo um beijo.
:)
Olá Pity, querida amiga poetisa,
ExcluirObrigada pelas considerações ao poema. Sua análise deixa claro a força do sentimento trabalhado pelo meu eu poético.
Gracias, pelas palavras e incentivo na estrada da poesia.
Beijinhos!
Querida amiga Vilma,
ResponderExcluirVocê nos apresenta mais uma bela inspiração, colocando o entusiasmo a serviço das palavras, trazendo a poesia como companheira dos fragmentos de si mesma.
Tenha uma excelente semana.
Beijos!!!
Querido amigo Douglas,
ExcluirA poesia complementa os sentires de minha alma.Grata pela companhia aos meus versos e apreciação.
Tenha uma fleiz semana. Gratissima !
Beijos!
Apesar da tristeza que adivinho nos teus olhos, o teu poema é muito belo.
ResponderExcluirA nostalgia e a emoção vestem o poema com cores sombrias. Será que um dia as cores vão sair da sombra e cintilar?
Grato pelas belas palavras que me deixaste.
Boa semana. Beijos.
Querido amigo Albino,
ExcluirGrata por estar nesses versos nostálgicos. Quem sabe virá o dia para me colorir de vibrantes cores...
Gratíssima pela apreciação. Tenha uma feliz semana.
Beijos!