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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Guizo da Solidão


GUIZO DA SOLIDÃO
Soneto/Estilo Montenegrino

A solidão é guizo parido,
Acrescido prejuízo ao relento,
Som rebento, sem aviso, sofrido,
Adido friso, mó de pensamento.

Cinzento chocalhar movediço
Faz reboliço de andar friorento,
Ciumento de espaldar caniço,
Feitiço de pegar sofrimento.

É agarramento de se ferir louco,
Rouco, ao ganir a dor em arrastão
Sem condão, nesse ir leso e mouco.

Translouco de sangrar na percussão,
Em aflição, ao desfiar mais um pouco,
O que há pouco ilhou meu coração.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Esperando tua chegada



ESPERANDO TUA CHEGADA

Não quero mais pensar nas distâncias,
Nem na ingratidão do tempo vetor
Das primaveras, das inconstâncias
Que ceifaram os cânticos de amor.

Quero essa espera prá te ver chegando
De corpo inteiro junto ao meu sentir,
Nesse meu colo fremente, perfumado
De teus beijos que ficaram sem partir.

Quero teu amor, a paixão que fomos,
Ao encontrar-me em ti toda tigresa
De unhas e dentes no quanto somos

Entre quatro paredes, cama e mesa,
Tesos, nus, nessa ânsia que expomos
Inteiros ao encontro da correnteza.

Enquanto sigo a fome que somos
Mordo a saudade por sobremesa.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

domingo, 5 de junho de 2011

Dia Mundial de Preservação do Meio Ambiente - Flor de Ipê

Dia Mundial de Presevação do Meio Ambiente

FLOR DE IPÊ

É da mãe natureza essa tez
De cor e beleza que tu vês,
Por entre os ramos dos Ipês.

CUIDEMOS DO PLANETA!
Preservar fauna e flora
terra, água e ar, é urgente. 
Faça sua parte, seja prudente,
realize sua Ação agora!

 
Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sábado, 4 de junho de 2011

O Sonhar - Philosofix-


O SONHAR
*Philosofix

Para ver um sonho triunfar
é decisão daquele que busca
o seu desejo realizar.

Não bastará ser uma luz brusca,
imediatista, só por querer,
tão frágil, se o tempo assim o ofusca.

Se ferrenho, será prá ver!
Eis que sonhar e realizar
É a firmeza que o faz vencer.

Vima Piva
Direitos Autorais Reservados ®

*PHILOSOFIX é uma proposta filosófica / poética criada por João Bosco Rolim Esmeraldo.
- Bosco Esmeraldo é Poeta, escritor, musicista, arranjador, cronista e contista. -

PHILOSOFIX segue essa formatação:
1. Versos dispostos em nonas na estrofação 3-3-3 (três tercetos);
2. Sequência rímica: ABA – BCB – CAC;
3. O primeiro terceto deve constar de uma TESE;
4. O segundo terceto deve ser a ANTÍTESE (a negação da tese);
5. O último terceto obrigatoriamente deve ser a SÍNTESE (terceto conclusivo);
6. A métrica é definida pelo primeiro verso e deve-se conservar
a mesma métrica e cadência até o final para manter a graça e e elegância do PHILOSOFIX.
7. O Philosofix também pode ser composto em dueto ou duplex:
 Dueto, quando em parceria com outro poeta, segue a mesma
temática, mas tornando-se peças independentes.
Duplex, quando compostos em parceria com outro poeta, mas
sendo harmônico, como um prolongamento de cada
verso, complementando-o no outro da mesma estrofe e
posição, como se fossem únicos.

Sei que muitos já usaram e ainda usam a formatação em tercetos, mas a grande diferença está justamente em o PHILOSOFIX ser uma poesia destinada a despertar a filosofia natural adormecida em cada poeta ou escritor.

*Exemplo de PHILOSOFIX:

PHILOSOFIX - TODO O SER QUE RESPIRA
UM POEMA FILOSÓFICO

E todo o ser que respira, ............ )
Ao Senhor deve louvar...............(Tese)
Do contrário é um ser que expira )

Se o ser não respirar................. )
Está morto, está sem vida. ........(Antítese)
Não pode a Deus adorar.......... )

Se eu estou vivo, respiro, Então,...)
Exalto ao Deus que me inspira.....(Síntese)
De todo o meu coração...............)

*João Bosco Rolim Esmeraldo
Direitos Autorais Reservados ®

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Canto à Solidão - Soneto Montenegrino


 
CANTO À SOLIDÃO 
*Soneto Montenegrino

O canto da solidão é um suspiro alado,
É um fado ao coração pulsante na batida
Dessa vida, na contramão dos sonhos em vagares,
Sem pares, na direção do eu porto solitário.

Visionário que sobre cantantes pergaminhos
Faz caminhos e descobre no suspirar da flauta
Nauta, a música nobre, melodia companheira,
Estradeira que o cobre harmônico em seus dias.

Rege nostalgias de amor, paixão, dor e saudade,
Tece poesias na cor do som que aquece a palma
E n'alma melodias d'alvor plasmado sem fim.

E em mim faz um lamento triste, desafinado,
Calado pensamento no amargo gosto do fel
De ser um tropel ao vento na voz do desencanto.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

*A técnica do "Soneto Montenegrino" é criação do Poeta Jorge Montenegro.
"O Soneto Montenegrino é uma criação baseada nos preceitos do Soneto, mas com algumas diferenças fundamentais. Minha intenção foi conceber um poema mais amplo estruturalmente e mais melodioso, mais rico musicalmente, sugerindo uma composição onde até 18 pares de sílabas homofônicas contribuem para uma maior densidade fonética. O Soneto Montenegrino pode ser: Distinto (com rimas repetidas) ou Precioso (com 18 rimas diferentes).

1- O Soneto Montenegrino tem 14 versos divididos em quatro estrofes, da seguinte forma: 2 estrofes de 4 versos e 2 estrofes de 3 versos.

2- Os Versos Montenegrinos têm 14 sílabas fonéticas (ou sílabas poéticas).

3- A cesura nos versos ocorre sempre na sétima sílaba tônica fonética, dividindo o verso em dois hemistíquios iguais de 7 sílabas fonéticas cada um.

4- A sílaba tônica do primeiro hemistíquio (7ª sílaba fonética) que determina a cesura pode pertencer a uma palavra oxítona ou paroxítona. Sendo paroxítona, a sílaba seguinte à sílaba tônica deve necessariamente fazer elisão com a primeira sílaba da próxima palavra.

5- A sílaba tônica do segundo hemistíquio (14ª sílaba fonética) pode pertencer a uma palavra oxítona, paroxítona ou proparoxítona.

6- O esquema rimático se dá de duas formas distintas:

a. Em rimas diagonais nos quartetos e nos tercetos, onde a última palavra do primeiro verso rima com a primeira palavra do verso seguinte (se for um verbo, advérbio, substantivo ou adjetivo) ou com segunda palavra (se a primeira palavra tiver sido um artigo, pronome ou preposição) do verso seguinte, e assim sucessivamente em todos os 14 versos. No total, as rimas diagonais do Soneto Montenegrino perfazem 14 homofonias, sendo 13 nos versos em diagonais subseqüentes e mais uma rima entre a primeira palavra do primeiro verso e a última palavra do último verso.

b. Em rimas internas na palavra do primeiro hemistíquio que determina a cesura de cada verso. O esquema rimático das estrofes é: aaaa / bbbb nos quartetos e ccc / ddd nos tercetos. Cada quarteto e cada terceto tem apenas uma rima interna. No total, as rimas internas do soneto perfazem 4 homofonias: 2 nos quartetos e 2 nos tercetos."

SOLITUDE

Toda vez que vejo a flor desfilando num jardim,
para mim, um sofredor, se enleva o sentimento
num momento de fervor em que avisto a esperança,
na pujança dessa dor, minha triste solitude.

Plenitude da paixão que tortura o meu dia,
agonia da canção que ressoa pelos ares
nos olhares da visão de um pássaro perdido,
iludido pela mão que o pôs em liberdade.

A saudade é atroz, pois revolve minha alma,
minha calma e a foz onde nasce meu sofrer
do doer de onde nós apartamos nossas vidas.

As feridas que não quis fazem festa no meu ninho,
meu cadinho chamariz de um sofrer tão infinito,
um proscrito infeliz que hoje abrasa a minha tez.

Jorge Montenegro
Direitos Autorais Reservados ®

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Seresta


SERESTA

A poesia traz o canto

em acordes de serenata,

e em ti vejo a lua prata

em tempos de encanto.

 
Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

domingo, 29 de maio de 2011

Matizes da Lua


MATIZES DA LUA

No canto do teu olhar onde prateias
Tantos sonhos deixados à caminho,
Há cores tão vivas que a lua clareia
Esse noturno de céu azul marinho.

Matizas de carícias mãos e amores
No reflexo de um sorriso benfazejo,
Deixando um suspiro entre as flores
A espelhar-te na doçura de um beijo.

E a cada vez que minha íris te alveja,
Vais seduzindo meu olhar por tuas ruas;
Transluz meu sonho em crescentes luas,

Eivadas sedas onde quer que estejas,
Encontro teu peito, me compactuas
Louca, em tua boca e me desjejuas!


Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

domingo, 22 de maio de 2011

Brasa do Lume


BRASA DO LUME
- Rondel XIX -

No teu peito meu beijo geme
Em doces  refregos de paixão!
Retém minha boca que treme,
Gritando lavas em erupção.

Brada o vigor que não teme
Entre lábios a inquietação...
No teu peito meu beijo geme
Em doces refregos de paixão!

Clama a vida tal um vulcão
Onde tu és a brasa do lume,
Entrepernas todo explosão,
De amor e dor sem queixume,
Em doces refregos de paixão!

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Te Amo


TE AMO

Fique assim, amor, fique assim,
com esse intuito dentro do peito
ao avivar minha voz em teu leito
pois fora de ti não existe jasmim.

Fique assim, amor, fique assim,
de olhos vendados à verdade atroz,
sem ter pressa de me fazer veloz,
expulsa, perecível, dentro de mim.

Fique aconchegado, assim, em mim,
porque te amo desse jeito insensato:
tanto, tanto, que traz sentido ao tato
e à boca, infindáveis carícias sem fim.

Assim, por cima das horas dos meus seios,
em nítida cadência respirando o mesmo ar;
exatos, homem e mulher por tanto amar,
cingidos de paixão em vozes de gorjeios.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sábado, 14 de maio de 2011

O Poeta e a Musa


O POETA E A MUSA

Nada mais, nada menos, que a pura essência
Do humano amor te ofertará a musa da poesia,
E mudará a sorte dos teus braços na evidência
Dos ecos vindos dos portais das rubras energias.

Descortinará do céu bela carruagem de fogo
Trazendo chamas em cavalgadas de desejos;
E na ponta da língua que lambe beijo e rogo
Os delírios incendiários de amor e ensejos.

O Olimpo de ti emprestará teu rosto de poeta
E te descobrirá num sorriso azul de grão mestre,
Nos mistérios da vida, sem precisar jogos de roleta,
Para encontrar respostas nos paraísos terrestres.

E quando menos se espera, tu, Ó Deus da Poesia,
Abraçará a musa, pois o destino chega agitando
A vida liberta para o canto fundindo dor e encanto.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ocaso

Obra de Vladimir Volegov


OCASO

Era dia de sossego e quietação
Vindos do silencio amarelado
Naquela tarde de prostração
Morosa, lentamente outonado.

Era fim de tarde e o sol tímido
Daquele dia buscou descanso
Nas árvores de frutos túmidos,
Maduros, à beira do remanso.

Era dia de pausar luminosidades
E perceber minúcias na natureza
Com olhos de meras ociosidades
Contemplando tempos e belezas.

Fez-se esplendorosa a cálida palidez
Ao subir lânguida sobre meus pés
Como se o ocaso e a timidez
Fossem termos de silêncios em meu revés.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Recortes de Amor


RECORTES DE AMOR

Não sei que íntimo anseio me acode
Nessas duas gotas de poesia ao vento,
Tentando dizer eu te amo, feito ode
De insana paixão pelo firmamento.

Não sei que paladar fugaz me acode
Quando teu gesto vem me denunciar
No gosto da tua boca e me eclode
Uva em vinho na taça a me entornar.

Não sei se o desejo que me acode
Faz chover nuvens de chuva fina,
Se te sei dourado sol que explode
Dia e noite nos meus pés de bailarina.

Não sei qual giz acode meu redesenhar,
Se em giros, volteios na minha cintura,
Feito dança latente dos pares a bailar
Recortes de amor em poesia pura.

Mas o que bem sei é desse fascínio,
Livre, como nunca fui em teus braços,
Num tanto de emoção sem domínio
Levitando-me iludida em teus passos.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sábado, 7 de maio de 2011

Coração de Amor


CORAÇÃO DE AMOR

Não contarei minhas dores
nem direi meus porquês
só sei dizer que certa vez
vi meu coração em sofreres.

E nada é mais amoral que essa dor
sentida no vazio de uma ausência
a corroer a ferida em permanência
sem unguentos para o dissabor.

Mas um coração de amor não se cala,
ainda que triste, na fossa por morrer,
bate sofrendo, procurando viver
pequenas alegrias e o tempo o reinstala.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Aurora Aromada


AURORA AROMADA

O dia claro que ensolarou meu rosto
Sobre o travesseiro da melancolia,
Acordou-me com teus beijos de bom-dia
Cristalizando doçuras de amor recomposto.

E ventou horas a pretexto do nosso gosto
Dando-me asas de papel para ir ao infinito
Devolvendo-nos pousos livres de conflitos
No saboroso do nosso amor transposto.

Eu em ti, tu em mim, amor dileto,
Permanecido nos adentros do coração,
Tentas-me agora, divinizar essa paixão
Onde a lembrança ama-me em secreto...

Talvez por descobrir que meu desejo
Renasce da nostalgia das luzes encobertas,
Sonhando-te outra vez nas noites despertas
Entre as carícias dos lençóis que o antevejo:

Flanando sobre minha pele urdida de saudade
De teus pousos nos meus seios, entre meus braços,
Sabendo-me vendaval nas sendas dos teus abraços,
Amando-te aromada de auroras em claridades.

E teu cheiro amadeirado nas manhãs orvalhadas
Misturam-se ao perfume florido da primavera
E tudo se encorpa num gesto que me mantivera
Cativa, remexida em teu peito e num beijo ressurgida.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

domingo, 1 de maio de 2011

Ao Tempo De Uma Rosa



AO TEMPO DE UMA ROSA

Ao tempo de uma rosa
cabe uma vida, um amor,
um presente ou uma dor,
ou esperas cor de rosa.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®