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domingo, 30 de janeiro de 2011

Evocação à Poesia


EVOCAÇÃO À POESIA

Ah....Poesia...Quero te encontrar
iluminando meu céu de alegria
e nas suas asas quero passear....

Quero esse teu sopro de magia
colorindo as estrelas do céu
com tintas de arco-iris em tropel.

Quero pairar nesse momento
entre nuvens de algodão
sorrir contente o meu coração!


Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Luz Prisioneira


LUZ PRISIONEIRA

Tantos dias
Tem sido muitos
Detrás dos meus olhos
Sem urdiduras de sois
E funduras de desejos.

Outras horas
Tem sido muitas
Preenchendo o calendário
Do tempo em que em ti retorno
Palpebrando-te ponteiro na minha fronte.

E por tantos dias
Nessas tantas horas
Refaço-me luz de auroras
Prisioneira das paredes
No calabouço da tua ausência.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Quem me dera!



QUEM ME DERA!

Quem me dera poder dizer: Nasci!
Se no ventre da ausência fui gerada
para ser filha da solidão conspirada,
se de crescente nada me vesti!

Quem me dera poder dizer: Vivi!
Se a vida passou por mim calada
para que eu fosse muda, e apagada
das estradas por onde me perdi!

Quem me dera poder dizer: Senti!
Se por amor eu nunca fui amada,
se desamada e só sempre me vi!

Quem me dera poder dizer mais nada!
Deixar escrito, apenas, que morri
com meus desejos, pela madrugada!


-Dueto- 
Vilma Piva e Odir Milanez da Cunha
Direitos Autorais Reservados ®

Desolação



DESOLAÇÃO

Quem me dera poder dizer: Nasci!
Se no ventre da ausência fui gerada
Para ser filha da solidão conspirada,
Se de crescente nada me vesti.


Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Fuga / Solidão


FUGA / SOLIDÃO


*

Sob um olhar posto
A palavra foge da dor
Sobre um passado deposto.

*
Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

Haicais - Outono I - II - III -


*
As folhas caídas
deixam-se nas passagens.
Ciclo da vida.

*



*
No céu do Outono
as tardes antecedem
luar e abandono.

*


*
Folhas ao vento
bailam coreografias:
Outono-Nostalgia.

*

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

Sonho Almiscarado



SONHO ALMISCARADO

E assim, despida na noturnidade
E incensada à sombra do abandono,
Sigo o doce sonho almiscarado
De entregas em noites de saudades.

Misteriosamente certa que a lua
Desenha por nós dois essa utopia,
Boquiaberta, em chamas à luz macia
Fremindo por nossas caricias nuas.

A um passo do quase obsceno
Se não fossemos o ideal do amor
Ardente e imprudente no aceno,

A paixão amante não teria o calor
De gozo em nossas gotas de veneno
Concedendo-nos o luar por esplendor.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

domingo, 23 de janeiro de 2011

Cascata de Beijos


CASCATA DE BEIJOS

Por uma noite inteira de felicidade
Deitei ao teu lado na mesma cama
Onde nossos corpos de verdade
Se abraçaram acendendo chamas.

Revirou-me em teus lençóis de beijos
À procura da tua boca nos meus seios
Alcançando-me corados desejos
Vingados por ti nos meus entremeios.

Deixei-me no teu peito, rio bravio,
Ardil da trama de um beijo em cascata
A transbordar-me n´aguas do teu rio

Na arca do meu ventre num calafrio,
Num rebolo sonhando-te meu pirata,
Entregue ao gozo do teu corpo viril.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sábado, 22 de janeiro de 2011

Flor de Escorpião


FLOR DE ESCORPIÃO

Da flor da pele ao veio
Intenso, denso, rubro,
Fêmea flor de escorpião
Movimenta a emoção.

Crava raízes profundas
Em cavernas de erupção.
É luz de olho interno
É o extrato da paixão.

Cores e lavas nos seios
Bocas e pernas por ferrão
Encarnada ao sol é esteio
De instintos e vulcão.

Borbulha orvalhos na fronte,
Enciumada flor de energia,
Germina o amor da fiel fonte
E no cálice da vida se delicia!

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Haicais - Saudade I-II-III


*
Camisa no varal
Torce a saudade ao vento
Sem você dentro.

*


*
Chora saudade
Ao relembrar as horas
Do ontem no agora.

*


*
A boca canta
Uma saudade no peito
E a dor no leito.

*

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Prece à Sombra/Solidão



PRECE À SOMBRA/SOLIDÃO - Décima -

 

Ó Sombra, gestual de uma solidão,
Aplaca a tristeza do meu amado.
Faz dele, sozinho, acompanhado
De sonhos à luz do meu coração!
Retira de seus olhos a escuridão.
Mostra-lhe as pegadas e as brotas
Das montanhas, do sol, rios, ilhotas,
Transfigure a beleza que tu és feita
E deixe entrar a luz que o deleita
Feliz de amor em feixes de rotas.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Amor Medroso


* MOTE em décimas do Poeta Odir Milanez da Cunha
"Não há amor proibido,
Mas existe o amor medroso."


AMOR MEDROSO - Décima

Há o amor que desespera
Rasgando-se aos pedaços
Como aquele sem abraços
Que entre cacos houvera.
Há amor rubro que impera
Na face do sonho ditoso,
No estriar mais ardoroso
De um sonho compartido:
*Não há amor proibido,
Mas existe o amor medroso.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Proposta


PROPOSTA - Rondel XIII -

Sonhar-te saudoso é meu sonho
De sonhar contigo bem gostoso!
Esquecer do mundo, eu suponho,
E ver teu peito todo prazeiroso.

Sonhar nossos corpos, proponho,
Deitados num chamego ardoroso,
Rolar amassadinha nesse sonho
De sonhar contigo bem gostoso!

Sonhar–te, meu amor, transponho
O mormaço de um sol caloroso
Derretendo cada gota que exponho
Num banquete de paixão apetitoso.
Sonhar nossos corpos, proponho!

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

domingo, 16 de janeiro de 2011

Beijo-te


BEIJO-TE

Tua boca pede a minha boca num beijo
A dizer-me: - Vem, preciso um só!
Diz a minha : - Aplaque meu desejo
De ver-te nos meus lábios sem ter dó!

Beijo-te, inda mais, graças ao lirismo
Que não sabe dizer adeus a tua boca,
Onde apaixonadamente eu até cismo
Morrer no teu gosto, quase louca.

Entreabro meus lábios sobre os teus,
Boca a boca, beijo-te úmido amor,
Deliro em teu hálito, santo apogeu!

De olhos fechados sem nenhum rumor
Sinto meu chão em fuga... Estremeceu
Minha boca em tua língua de ardor!

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sábado, 15 de janeiro de 2011

Despertar


Obra de Vladimir Volegov

DESPERTAR - Rondel XII -

Nunca mais meu olhar ousou ter sono
nas brumas do teu olhar acordado!
Foi-se o morno tempo de um outono,
com ele todo o sentir acabrunhado.

Teu olhar desperto fez-te meu dono
num jardim de vultos que num brado
nunca mais meu olhar ousou ter sono
nas brumas do teu olhar acordado!

Talvez reconheças meu colo, teu trono,
entre meus braços num enlace apertado
feito maré de lua cheia que espiono
em nossos olhos de amor acordado.
Nunca mais meu olhar ousou ter sono!

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®