A MOÇA NA
JANELA DO TREM
Frente
ao tempo que passa pelo trilho
A
moça na janela do trem olha distante,
Bem
prá trás, num canto em estribilho,
O
evocar de uma saudade itinerante.
Percorre
seu olhar em doces lembranças
Acompanhada
da menina que feliz sorri
Daquele
tempo pé descalço em andanças
A
brincar de roda cantando igual a Juriti.
Todo
o caminho na lembrança faz parada
Recordando
ruas, vilas, campos, cidades.
No
vagão dos momentos felizes, amada,
A
moça tenta fugir da danada saudade
Que
faz brotar uma lágrima amargurada
Ao
tentar encontrar a estação felicidade.


















