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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Beijos que Beijei




BEIJOS QUE BEIJEI

Teu beijo envolto de desejos
Molha minha língua de saudades,
Traz de volta o licor que prevejo
Infiltrado em bocas de umidades.

Regressa a vontade de me iludir
Hóspede do teu beijo de amor.
Sonho que nunca mais tu vais partir
Nem nunca mais sofrerei dissabor.

Serei latejos de beijos noite e dia
E em cada momento que desejei
Estar em tua boca de melodia.

Vibro acordada beijos que beijei,
Compondo o céu da nossa poesia
Que em tua boca eu mergulhei!

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sábado, 30 de junho de 2012

Lágrima


LÁGRIMA

Num olhar diferente
nasce a lágrima que traduz
o frágil amor da gente,
desesperançado, sem luz!

*

Desliza pela face
tristes gotas de adeus
à paixão que sem disfarce
 amava um semideus!

*
Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Haicais - Gaivota



GAIVOTA

*
No céu em cores
a gaivota voa livre
 asas de alvores.

*


*

Viajam alcances,
sob o céu de pássaros,
gaivotas brancas.

*


*
Revoam gaivotas
Sobre ondas do mar azul
asas de belezas.

*
Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

domingo, 24 de junho de 2012

Por Amor ao Planeta Terra




POR AMOR AO PLANETA TERRA
Rondel –XXIII

Não podemos abortar do ventre da terra
os plantios e os brotos que ainda virão
saciar a fome no planeta que hoje descerra
o tamanho descuido do homem sem visão!

Falta amor, um grito reunido que encerra
mais vida aos mares e a toda plantação.
Não podemos abortar do ventre da terra
os plantios e os brotos que ainda virão!

Há tantos descasos que o chão berra
pelo seu e nosso futuro sem chão,
sem morada, sem  paz e na guerra,
chorando vidas pela nossa omissão.
- Não podemos abortar o ventre da terra!

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

domingo, 17 de junho de 2012

Entre o Luar e a Praia


ENTRE O LUAR E A PRAIA
Rondel XXVI

Na medida exata entre o luar e a praia
Nossos corpos se deram como mar!
Espraiados e desnudos sobre a areia
Nossos ventres molharam-se de amar.

Sem mais pejos retornei à tocaia
E abrasei teu peito a naufragar
Na medida exata entre o luar e a praia.
Nossos corpos se deram como mar!

Falei teu nome ao mar que ondeia
Espumante de se apaixonar
E aos teus ouvidos: - Meu atalaia,
Por onde naveguei em alto mar,
Na medida exata entre o luar e a praia!

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Vestígio De Um Sorriso



VESTÍGIO DE UM SORRISO

Quando a tardinha deixa cair o vestígio
De um sorriso angelical sobre as roseiras
O outono vem depressa para o litígio
Da estação dos ipês e quaresmeiras.

E por entre a faixa rubra do horizonte
Vem o encanto, o delírio e a pureza
Na cor que avermelha o tom da ponte
Que liga a terra ao céu da beleza.

É nessa hora que deixo cair as saudades
Sobre dois olhos negros adolescentes
Que floresciam tons de jovialidades
Na ilusão dos amores permanentes.

E brota dali uma certa esperança
De vê-lo passar na minha calçada
Entendendo que o tempo é criança
Sorrindo prá nós dois nessa florada.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Devota do teu corpo


DEVOTA DO TEU CORPO

No conforto do teu corpo vou navegar
Um mar de amor tão nosso e a contento
Que o medo dos vendavais me fez jurar
Que nada importa senão esse sentimento.

Abarcada ao leme dos teus abraços
Vou colada em ti em ondas de ventres
Tu e eu em balanços sem retraços
Nas braçadas de fôlegos esplendentes.

Num ir e vir teu corpo me tenta, atrai,
Expande a paixão ao limite do gozo
Perolando-me marejada ao que me contrai
Devota do teu corpo ao meu tão desejoso:

De teu beijo, da tua barba, do teu cheiro,
Da superfície às profundezas do nosso mar,
Agarrada a vida prendendo-te barqueiro,
Entre pernas, rumo ao ápice do nosso amar.

 
Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados®

sexta-feira, 1 de junho de 2012

No Balanço da Paixão



NO BALANÇO DA PAIXÃO

Cantas o gozo aos meus ouvidos
Falas de amor no balanço da paixão
Incitam-me carinhos sentidos
E o infinito da nossa sedução.

Provocas os gemidos das loucuras
Mareias meus seios aconchegantes
Vislumbro o veleiro das tuas juras
Abarcada do teu mastro navegante.

Vens imponente em diabruras
Repetir meu doce, meu bem querer,
Introjetar-me delícias e quenturas

Elevar-me aos espasmos de viver
O sexo feliz, amor das criaturas,
No gozo do teu corpo a nos arder.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sábado, 26 de maio de 2012

Mora em Minha Boca Teu Beijo





MORA EM MINHA BOCA TEU BEIJO!
Rondel - XXIV

Mora em minha boca teu beijo
beijando-me bem devagarinho,
gota à gota bebendo o desejo
roubando-me tesa no finalzinho.

De bocas lambuzadas sem pejos
nossos corpos roçando caminhos,
num beijo forte de posse e ensejos,
tu, beijando-me bem devagarinho.

A hora é louca, arrepios e desejos,
O toque de línguas é nosso vinho.
Galopas meu coração e já antevejo
meus lábios despidos, molhadinhos.
Mora em minha boca teu beijo!

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

terça-feira, 22 de maio de 2012

Quasares


QUASARES

Sequestrada por teu abraço sideral
Estive na galáxia do sempre amar,
Frente à frente na paixão da digital
Lírica e real em teu amor constelar.

Estivemos entre estrelas, astros,
Entre os quasares amantíssimos
Da nossa energia que num só lastro
Luziu nossa aura em azulzíssimos.

Gravitamos nossos corpos celestes
E colidimos com muito mais amor
Neste supremo céu que tu me vestes,

Esplendorosa, refém, que ao me transpor
Nave do teu amor, és o comandante
Das rotas de gozo do nosso céu interior.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sábado, 19 de maio de 2012

Beijo Desejado


Tela de Arthur Braginsky

BEIJO DESEJADO

Pedes da minha boca um beijo
E colocas em meus lábios o mel
Que enseja teu gosto de desejo
Pousado no prazer desse meu céu.

Vens bem perto tentar-me em tua boca
Rastreando minha nuca cheirosa.
Deixas minha respiração tão louca
E minha boca libidinosa.

Bem ao meu lado, és meu pecado
O delírio constante que confesso
A atração fatal do beijo desejado

A tentação rubra que professo
Aos teus lábios, num beijo aliado,
É todo desejo que enfim te peço!

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Talvez não saibas



TALVEZ NÃO SAIBAS

Quando andávamos pelas estrelas
Dissipando nebulosidades,
Queríamos muito tocá-las, tê-las
No cintilar desse amor verdade.

Quanto lembro e choro sem esquecer
Do teu peito onde mora a glória
De nós dois enamorados de viver
Por tantas horas de nossa história.

Entretanto, não me queres todo dia,
Escolhes a dor ao etéreo sonhador
Deixando a noite cair sem poesia
No meu colo de carinho sem amor.

Não vês e não sabes das delicias,
Nem da mágica estrela à escolta
Do meu amor por ti em doces perícias
No meu corpo de amor prá tua volta.

Vilma Piva

Direitos Autorais Reservados ®

quarta-feira, 9 de maio de 2012

M Ã E



M Ã E

Lembrar você no teu colo de afetos
É querer outra vez ser tua criança,
Ter a benção em teus acalentos
Dormir o sono solto da confiança.

Lembrar você é lembrar dias de alegrias
Com gosto de bolo e café cheiroso,
Dos prazeres à mesa,doçuras dos dias,
No bem real do amor mais que valioso.

Lembrar você é lembrar da roupa nova,
Das tuas costuras nos meus vestidos,
Da batida da máquina que fez prova
Em bordados e sinhaninhas coloridos.

Da roupa lavada, do branco na alvura,
Dos varais ao sol e do vento no quintal.
Lembro-te na lida em qualquer altura
Da hora do dia, sempre pronta, divinal.

Lembrar você é revisitar nossa casa,
Nossa morada de tantas felicidades
Onde beijo a lágrima que extravaza
O amor que sinto por ti. Saudades!!

Vilma Piva

Direitos Autorais Reservados ®

sábado, 5 de maio de 2012

Maçarico-solitário - Haicais


MAÇARICO - SOLITÁRIO
*
Ave necessária
na beira dos rios, lagos.
Faz caça diária.

*
De hábito só
vive o maçarico
tão pacífico!

*
É ave pernalta
de bico fino e longo,
nada lhe falta!


Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

terça-feira, 1 de maio de 2012

Mãos do Trabalhador

- Homenagem ao Trabalhador Rural -
Inspirado nas mãos do inesquecível Mestre Alcindo!

MÃOS DO TRABALHADOR

Palma aberta com grandes traços
Enveredando por toda a mão,
Linhas que se confundem
Com trabalho e oração.

Dedos grossos e alongados
Tentáculos da ocupação
Se separados pela distância,
Curvam-se na força da união.

Mãos fortes, calejadas,
Em seus traços reveladores
Na extensão e profundidade
Expõem a labuta e a seriedade.

E no côncavo da palma da mão
Mãos postas em oração
No aconchego da fé
Uma à outra se entrelaçam
A pedir proteção a São José.

E no âmago dessas mãos
Repousam com valentia
As sementes germinadoras
Do sustento de cada dia.
Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®