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sábado, 1 de outubro de 2011

Leque dos meus dias


LEQUE DOS MEUS DIAS

As manhãs dos meus dias me levantam
Para ensinar, ouvir, executar, projetar
Sorrisos de arco-íris para um lugar
Ensolarado de cores que se misturam.

A cada dia é viver e crer no incluir
O diferente, dentre tantos semelhantes
Que iguais ou desiguais pensantes
Caminham rotas para se compartir.

E o amor, a ternura, causa e esperança
Movimentam o leque dos meus dias
Abafando as pálpebras das fantasias.

E anoiteço no cansaço tal criança
Agradecida por essas tantas alegrias
Iguais as noites em que me vejo em poesias.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Vida



VIDA

A vida é uma harpa de sonhos
Ao toque do sem fim dos desejos.
É o que nos move e nos grafa
Na estrutura de nossos anseios.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sábado, 24 de setembro de 2011

No Balanço da Rede



 NO BALANÇO DA REDE

De bem perto tu me olhas a balançar
Na rede frente ao mar do nosso abrigo,
Tramando o vento maroto por perigo
Nas barras do meu vestido a esvoaçar.

Palmo a palmo, em doces volteios
Tua boca num carinho a me sugar
Pensamentos soltos nos meus seios
E tua mão na minha coxa a embalar,

O vai vem do fascínio e das loucuras
Entre panos, desvestida, contigo amar,
Deitada em levantes de leveduras,

Com teus dedos nos meus pelos a rastrear
Marcas do teu sol precipitando quenturas
À sombra do meu segredo a te extasiar.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Chega de Saudade


CHEGA DE SAUDADE

Descoloriram-se nuvens negras
Que não ouviam preces dos nossos ais,
Afastaram-se lamentos habituais
E as cores no meu peito tu alegras.

E do cálido amarelo, o ouro se fez
No instante em que tu e eu sorrimos
De mãos dadas pelo chão, céus e cimos
Misturando nuanças na minha tez.

Matamos a saudade sorrateira
Que levava nosso pulsar ao leilão
Sob os véus das rosas na floreira,

Vermelha, dessa multicor roseira,
Oleira que nos molda na emoção
De nossos beijos na lareira.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A Perfeição



A PERFEIÇÃO


Na natureza não existem preconceitos.
Há na diversidade um lugar para tudo e para todos
e a beleza reina soberana! 

E o homem que se vê parte da natureza
alcança o estado harmônico com a perfeição.


Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Passageira da Esperança


PASSAGEIRA DA ESPERANÇA

As plataformas das estações
Impõem chegadas e partidas
Sob os trilhos das aspirações
De vida que se fez crença
Para lutar com coragem,
Levar esperança na bagagem,
Mover-se nas esperas
Sem adormecer sonhos
Nos punhos do tempo.

Ir e prosseguir mais além,
Passageira da esperança,
No vagão de tantas inércias
E sorrisos muito aquéns,
Alçar rotas de bonanças
Esperançadas em si
E por alguém...

E se nessa face que me vem
Não caminha ouro nem prata
Renasço-me na seiva de Meireles
Aprendendo com as primaveras
Que se deixaram cortar
Para retornar sempre inteira.


Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Por Nós Dois



POR NÓS DOIS

Quando a lágrima apagar o riso
E o sonho desbotar o coração
Haverá uma palavra de aviso
Na melancolia e dor na razão.

Quando as variantes do sol
Encobrir o tempo das mãos
E a sombra sufocar o arrebol
Virá o descerrar da meditação.

Quando o silencio vier dominar
Olhares cabisbaixos na emoção
Sem causa ou efeito a nos retratar
Brotarão versos dessa contradição.

Quando enfim, nada mais restar,
.............................................
.............................................
.............................................

Ainda por nós dois hei de sonhar
Fases da lua entre o sim e o não
E a paz que vi um dia esperançar
O retorno do amor em rendição.

Porque tudo que é simples, doce e belo,
É verdadeiro na certeza de ser eterno.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Prelúdios do Coração



PRELÚDIOS DO CORAÇÃO

Ah... quanta música despe das minhas mãos
Imaginando-te num talvez bem próximo
Nessa úmida ilusão de promessas
Adolescidas no brilho dos olhos meus.

Ternamente embriagada de teus encantos,
De alma lavada no espanto dos rubores
Sem que se possa medir tamanha emoção
Quando espreito as portas do teu coração.

Frente aos meus prelúdios de ansiedades
Que solfejam na cor dourada do teu sol
Para o levante do eclipsar da lua sem dó
Enquanto aprendo esse amor de uma nota só.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sábado, 3 de setembro de 2011

Rosas Do Teu Amor



ROSAS DO TEU AMOR

Tu vens signo florescido de amor
Nas pétalas dos perfumes e sorrisos
Ajardinar meu corpo de paraísos
E no orvalho da noite sou tua flor.

Tu vens no vagão da primavera
Precipitar-me abismos de rosas
Por entre tuas pernas ardorosas
Trilhar minha pele de quimera.

E o seio da noite em teus braços
Geme em minha boca sensitiva
Essa tua rubra cor que patativa

Tinge as carícias dos meus abraços
No corpo da tua paixão locomotiva
E embarcas-me em ti sempre-viva!

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sábado, 27 de agosto de 2011

Hora Canônica


HORA CANÔNICA

Por entre ramos, devagarinho,
A tarde cai vermelha ao léu
Despedindo-se das asas do céu
Retornando pássaros aos ninhos.

Gorjeios silenciam no poente.
É hora canônica. Fim do dia.
E a noite cicia nova melodia
No noturno da lua crescente.

Estrelas iluminam olhos amantes
Brilhando no céu luz enluarada
Esgueirando-se na madrugada.

E ao bocejar dos lastros silentes
Nova luz desperta a passarada.
Canta o sol, manhã ensolarada!

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

O amor é uma loucura


O AMOR É UMA LOUCURA

O amor é uma loucura
que nos põe loucos até achar
esse sentido que nos depura
enlouquecidos de amar.


Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Chuvas de Carícias


Obra de Pascoal Chovê


CHUVAS DE CARÍCIAS

As nuvens em gemidos desprendem nosso lençol
E envolvem meu corpo nas minúcias das tuas mãos
Abarrotando-me da música que extrapola emoção
Nos sulcos da minha boca ao teu toque em sibemol.

E nosso amor acontece porque nele palpitam rotas
Nas cordas que ao vento estremece nosso silencio
Num sorriso revelado às margens leves daquele rio,
Eternamente em fugas nas vazantes das comportas.

Nutrindo o leito dos nossos sonhos acumulados,
Sob límpidas chuvas de carícias que lado a lado
Conspirou-nos cingidos da crescente lua sem dó,
Nas cheias de todas as coisas do amor profundo
Estendendo-nos a ilusão de não mais estar só.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

domingo, 21 de agosto de 2011

Maré Cheia


MARÉ CHEIA

Tuas mãos indecentes tocam meus seios!
Devassam minhas vestes, rasgam delírios
Que por baixo dos panos eu me bandeio
Impudica ao prazer da carne em martírios!

Ah... estremeção desejosa dos meus picos!
Dos meus bicos em teus dedos libertinos,
Loucos, lúdicos a me massagear empinos
De paixão à tua palma em linhas que vivifico!

Despudoradamente invadida por tuas mãos
Sequiosas, sedutoras em meus labirintos,
Desvendando o cerne do gozo e da atração
No quanto te quero em meus instintos!

E te trago aportado, inundado de avanços
Junto ao meu ventre em marés cheias,
À flor das águas dos desejos, em balanços
De ondas espraiadas por toda minha aldeia!

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Brisa da Noite


BRISA DA NOITE

A brisa da noite é asa no silencio
Coroando de frescor o colo meu,
Lembrando teu vento que prometeu
Arejar todo meu corpo ainda que tardio...

Lufadas acarinham meus cabelos
Cheios das noites em teus ombros.
Meus olhos perdidos, dois assombros,
Acastanhados reféns de teus apelos.

Tremulam rendas, piscam ansiedades,
E meus panos se desprendem da cintura
Onde deixaste teus beijos sem curas,

Tão marcados de paixão e amorosidades
Que a doce brisa que passa me tortura,
Querendo-nos bem perto em aperturas!

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ó Tristeza, me perdoe...



Ó TRISTEZA ME PERDOE...

O´ tristeza me desculpe...
Desfiz dos teus olhos, enxuguei o pranto
Que na tarde caía banhando meu rosto
De dores irmãs exiladas ao manto
De um quebranto opaco, agora deposto.

Ó tristeza vais-te embora...
Vi acontecer a noite num raio estelar
Sonhando alegrias num sopro de vento,
Que num piscar de olhos me fez voejar
Encantamentos d´ ave em movimento.

O´ tristeza chegou a hora...
Hoje estou liberta de teus paramentos!
Meu coração erguido reclama cintilar
Minhas pupilas videntes de proventos
E minhas mãos fúlgidas no céu do luar.

Ó tristeza me perdoe...
Eis o meu abraço no alvor do linho
A minha cota de carências desatadas
Minha boca em beijos na taça de vinho
E minha seara feliz ...por ti apiedada.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®