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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Poeta Manoel de Barros





Poeta Manoel de Barros

O poeta queria mesmo ser *fraseador
Dos mundos das coisas e miudezas.
Queria o que sentia um palavreador
Durante a busca das singelezas.

Ele tinha um caso com a palavra.
Desde muito cedo via belezas
Que se juntavam à sua lavra
Como pedras em suas purezas.

Ouvia nas conchas sons do mundo
E via o rastejar das lesmas no chão,
Fazia de conta que o sapo rotundo
Era boi e viajava de sela no sapão.

Pensava na garça branca de brejo
Mais linda que uma nave espacial.
Era da roça, do chão sertanejo,
E voava com pássaros do pantanal!

Vilma Piva 
Direitos Autorais Reservados ®


NOTA- * Fraseador- O Poeta Manoel de Barros fez essa 
referência a si mesmo no livro Memórias Inventadas - A Infância-

2 comentários:

  1. Amiga Wilma, bela e justa homenagem ao fabuloso Manoel de Barros. O Brasil precisa conhecer este grande poeta.
    Um abração. Tenhas um lindo fim de semana.

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  2. Soneto-acróstico
    A Manoel de Barros

    Mas Manoel como no Gêneses fez o criador
    Amassava o barro e dele seus versos fazia
    Naturalmente com maestria conduzia andor
    Ordenhando da natureza o maná da poesia.

    Ele era vate que bebia diretamente na fonte
    Longe desses modismos que por aí estão
    Deitado a contemplar a fímbria do horizonte
    Em cada bicho ou árvore achava inspiração.

    Bedel da harmonia e da beleza pantaneira
    Amava o despretensioso e a simplicidade
    Receptivo ao descomplexo à sua maneira.

    Renhido poeta, não desdenhava a verdade
    Observador atento nunca escrevia besteira
    Sua obra caracteriza uma espontaneidade.

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