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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Chuvas de Carícias


Obra de Pascoal Chovê


CHUVAS DE CARÍCIAS

As nuvens em gemidos desprendem nosso lençol
E envolvem meu corpo nas minúcias das tuas mãos
Abarrotando-me da música que extrapola emoção
Nos sulcos da minha boca ao teu toque em sibemol.

E nosso amor acontece porque nele palpitam rotas
Nas cordas que ao vento estremece nosso silencio
Num sorriso revelado às margens leves daquele rio,
Eternamente em fugas nas vazantes das comportas.

Nutrindo o leito dos nossos sonhos acumulados,
Sob límpidas chuvas de carícias que lado a lado
Conspirou-nos cingidos da crescente lua sem dó,
Nas cheias de todas as coisas do amor profundo
Estendendo-nos a ilusão de não mais estar só.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

5 comentários:

  1. "... a ilusão de não mais estar só."

    Uma pessoa com uma sensibilidade, gigante e bela, como a sua jamais ficará "só"...
    Muito lindo o seu poema.
    PARABÉÉÉÉNS!!!

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  2. Erotismo na dose certa.
    Um lindo poema, Vilma!
    Beijos.

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  3. Tua presença é constante
    a saudade permanente;
    vejo-te nas estrelas
    sinto a tua luz...

    Marisa de Medeiros

    Amor & Paz prá voce! M@ria

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  4. Olá, Vilma..
    Vi seu blog através do Amor feito Poesia, seu espaço e acolhedor e já me instalei, já estou seguindo. Convido você a conhecer meus Sapatinhos da Dorothy.
    Abraço carinhoso,
    sandra

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  5. Olá, Vilma,
    Quero agradecer sua gentil visita e doces palavras...voltarei sempre!
    Por hora, um Bom Fim de Semana..
    Abraço carinhoso,

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