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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Recortes de Amor


RECORTES DE AMOR

Não sei que íntimo anseio me acode
Nessas duas gotas de poesia ao vento,
Tentando dizer eu te amo, feito ode
De insana paixão pelo firmamento.

Não sei que paladar fugaz me acode
Quando teu gesto vem me denunciar
No gosto da tua boca e me eclode
Uva em vinho na taça a me entornar.

Não sei se o desejo que me acode
Faz chover nuvens de chuva fina,
Se te sei dourado sol que explode
Dia e noite nos meus pés de bailarina.

Não sei qual giz acode meu redesenhar,
Se em giros, volteios na minha cintura,
Feito dança latente dos pares a bailar
Recortes de amor em poesia pura.

Mas o que bem sei é desse fascínio,
Livre, como nunca fui em teus braços,
Num tanto de emoção sem domínio
Levitando-me iludida em teus passos.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

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