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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ocaso

Obra de Vladimir Volegov


OCASO

Era dia de sossego e quietação
Vindos do silencio amarelado
Naquela tarde de prostração
Morosa, lentamente outonado.

Era fim de tarde e o sol tímido
Daquele dia buscou descanso
Nas árvores de frutos túmidos,
Maduros, à beira do remanso.

Era dia de pausar luminosidades
E perceber minúcias na natureza
Com olhos de meras ociosidades
Contemplando tempos e belezas.

Fez-se esplendorosa a cálida palidez
Ao subir lânguida sobre meus pés
Como se o ocaso e a timidez
Fossem termos de silêncios em meu revés.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

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