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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Quem me dera!



QUEM ME DERA!

Quem me dera poder dizer: Nasci!
Se no ventre da ausência fui gerada
para ser filha da solidão conspirada,
se de crescente nada me vesti!

Quem me dera poder dizer: Vivi!
Se a vida passou por mim calada
para que eu fosse muda, e apagada
das estradas por onde me perdi!

Quem me dera poder dizer: Senti!
Se por amor eu nunca fui amada,
se desamada e só sempre me vi!

Quem me dera poder dizer mais nada!
Deixar escrito, apenas, que morri
com meus desejos, pela madrugada!


-Dueto- 
Vilma Piva e Odir Milanez da Cunha
Direitos Autorais Reservados ®

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