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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Musa

MUSA

No rosto de inocente imensidão
A musa viu nuvens-cachoeiras
Vertendo águas pela dor primeira
No pisado do seu próprio coração.

Quis fugir, desconversar sem ver
O que não se pode ter em branco,
Num papel que se tingiu verso franco
De amor ao poeta sem se descaber.

Ergueu os olhos e nela o céu tocou,
Espelhou-se fada poeta inteira
Precipitando aquela lira de emoção.

Devoluta nas chamas que a arrebatou,
Fez-se a magia no limiar das fronteiras
Amando-o em ardente aceitação!


Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

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