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domingo, 17 de outubro de 2010

Rubro Néctar


RUBRO NÉCTAR

Como um rio rubro que deságua
O néctar do gozo, brindemos
Ao delírio da taça que contém
O licoroso das nossas bocas.

E úmidos, alteados de vontades,
Encorpados do súbito desejo
De tomarem para si num beijo
O expandir das amorosidades.

E provocas-me o leito sensorial
Na rebelião da carne fronteiriça
Que num frêmito inquieto eriça
O prazer do espasmo sensual.

Escorrendo-te líquido nos meus seios
Sem defesas, e por ti aquartelados,
Rendemo-nos gozosos, mesclados
Ao destino das volúpias e meios.

Parte de um todo que arde, estua,
Desesperadamente inundados
Pela lua e sol que enamorados
Transbordam o rubor da carne nua.

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados ®

Um comentário:

  1. Teu poema lembra momentos
    áureos da poesia:
    parnasianismo no bom sentido
    simbolismo
    e a tua força e personalidade poética
    uma poesia erótica
    com elevado lirismo das palavras
    fazem tua poesia
    mui bela
    e envolvente

    Luiz Alfredo - poeta

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