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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tarde Triste


 
TARDE TRISTE

Chorava a tarde entristecida, alquebrada,
Na dor da frágil promessa dos anéis
Que esperançavam alívios aos farnéis
Pesados aos olhos das doçuras sonhadas.
 
E ali entardeceu meu soluço amargurado,
Quietamente tragado pelo surdo vozerio
Que não ouvia meu gemido nem o estio
Apoderando-se da garganta um nó abafado.

E eu olhava a monotonia da tarde calada
Que aos poucos ia morrendo avermelhada
Sutilmente miscigenada pelo azul do céu.

E por mais que a ternura conspirasse a melancolia,
O elo partido dizia o quão perto eu o amaria
Que por horas vi meus olhos envoltos em véus.
 

Vilma Piva
Direitos Autorais Reservados®

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